Pe. Júlio Maria no Vaticano: 1 ano

Equipe de Comunicação SDN

No dia 13 de maio de 2017 Manhumirim vivenciou uma ocasião de importância admirável: a cerimônia de encerramento da fase diocesana do Processo de Beatificação do Servo de Deus Pe. Júlio Maria De Lombaerde. A partir daquela ocasião, podemos dizer que o Pe. Júlio Maria “foi ao Vaticano”, isto é, que os documentos para a Beatificação agora se encontram na Cidade Eterna para serem avaliados pela comissão teológica e, em seguida, pelos cardeais.

As celebrações foram precedidas pela novena em Honra a Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, titular das Congregações Sacramentinas, cujo dia se celebra também a 13 de maio. No dia anterior, 12, foi solenemente dedicado o novo altar do Santuário do Bom Jesus de Manhumirim.

No sábado, 13, foi servido no Seminário Apostólico de Manhumirim um almoço festivo aos religiosos das três Congregações fundadas pelo Pe. Júlio Maria: Cordimarianas, Sacramentinos e Sacramentinas. A parte da tarde ficou dedicada ao convívio fraterno e acolhimento das caravanas de visitantes. Enquanto isso se preparava o ambiente para a Missa campal.

Às 19h, as primeiras pessoas já começavam a chegar, vencendo o frio e o vento daquela noite. Ocuparam, pouco a pouco, as cadeiras defronte o palco. Enquanto isso foram acolhidas pela equipe de animação. Quinze minutos mais tarde foi apresentada uma encenação sobre a vida do Pe. Júlio Maria, preparada pela Infância e Adolescência Missionária da Paróquia do Bom Pastor (Manhuaçu-MG).

Com a praça já lotada teve início então a Solene Celebração Eucarística. Foi presidida por Dom Emanuel Messias de Oliveira, Bispo Diocesano de Caratinga e primeiro responsável pelo processo em sua fase diocesana. Concelebraram também o Pe. Aureliano de Moura Lima, SDN, Superior Geral; O Pe. Heleno Raimundo da Silva, SDN, Vice-Postulador; o Pe. Marcos Antônio Alencar Duarte, SDN, Reitor do Santuário de Manhumirim; o Pe. Agrimaldo José Teixeira, Chanceler da Diocese. Além de outros padres diocesanos e sacramentinos.

A liturgia seguiu o próprio de Nossa Senhora, devido à celebração de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento. Em sua homilia, Dom Emanuel enfatizou o exemplo de Maria para a vida dos seguidores de Jesus. Ela é a grande figura da Igreja, que nos conduz a Jesus e ao Reino de Deus.

Após a bênção final, desfez-se o presbitério litúrgico e foi montada a Mesa a ser composta para o Ato Jurídico. Ali assentaram-se o Bispo Diocesano, os oficiais do Tribunal (Pe. Agrimaldo como Chanceler e Pe. Sérgio como Promotor), o Postulador (Dr. Paolo Vilotta) e o Vice-Postulador.

O cerimonial do Ato Jurídico foi conduzido pelo Dr. Ronaldo Frigini, notário do Processo. Ele convidou o Bispo Diocesano a assinar as atas de encerramento do processo, no que foi seguido pelos demais oficiais. Em seguida, Dr. Paolo Vilotta fez o juramento de conduzir os documentos que lhe forem entregues e conduzí-los a Roma fielmente, entregando-os na Congregação para as Causas dos Santos.

Seguiu-se então o rito de clausura dos documentos do processo, atados com um fitilho escarlate e selados com o sinete episcopal de Dom Emanuel. A primeira cópia seria enviada à Roma, e a segunda se destina aos arquivos da Cúria Diocesana de Caratinga. Estes documentos contém a biografia crítica do Servo de Deus, alentada com documentos historiográficos. Para tanto, foi feito um longo e esmerado trabalho da Comissão Histórica liderada pelo historiador Aloysius Gentil, secundado pela Ir. Socorro Laurentino, FCIM, e pela Ir. Teresinha Carvalho, SDN. Também foram ajuntados ao processo algumas cartas do Servo de Deus, além de uma cópia de cada um dos seus livros, juntamente com o parecer dos Teólogos Censores.

Terminado o Ato Jurídico e entregues os documentos ao Dr. Vilotta, era hora de cumprir a última cerimônia da noite – não por acaso a mais dramática. Uma mesa, colocada de lado e quase não notada até agora, foi trazida à luz e descoberta. Sobre ela estava a urna com os restos mortais do Servo de Deus Pe. Júlio Maria. Todos os presentes na praça se aproximaram mais do palco, para ver de perto e fotografar os ossos do santo de Manhumirim. Dom Emanuel se aproximou da urna para fazer o reconhecimento dos restos mortais, junto aos quais foi depositado um Pergaminho de autenticidade assinado por ele e pelas autoridades presentes.

Feito o reconhecimento, a urna foi depositada em um féretro de madeira, confeccionado a partir de uma antiga árvore que outrora se encontrava diante do Colégio Santa Teresinha em Manhumirim. Em seguida, foi feito o Rito de Encomendação dos restos mortais, segundo a liturgia da Igreja. Feitas as orações, Dom Emanuel aspergiu a urna e a incensou. O féretro foi fechado e conduzido até o Santuário, ao cântico da Marcha do Centenário e sob efusivos aplausos e vivas.

Dentro do templo, Dom Emanuel deu a bênção do novo túmulo, confeccionado especialmente para este fim. Para isso foi preciso demolir o antigo mausoléu, idealizado com muito amor pelo finado Pe. Dr. Luís Augusto Paes Barreto, SDN. Logo que o féretro depositado no túmulo novo, o povo presente se adiantou para tocar e beijar aquele verdadeiro relicário. Os cânticos piedosos se seguiram por um tempo, até que todos tivessem a oportunidade de venerar os restos mortais do santo missionário.

Um ano depois, fazemos memória daquele dia festivo que tanto marcou o povo de Manhumirim e os visitantes presentes – sobretudo os religiosos e religiosas das congregações fundadas pelo Servo de Deus. Hoje, os documentos do processo já foram recebidos em Roma na Congregação para as Causas dos Santos. Estão sendo analisados pelos peritos daquele Dicastério. Em breve, esperamos, serão reconhecidos pelos cardeais e pelo Santo Padre.

O trabalho continua! Precisamos prosseguir com a divulgação da vida e da espiritualidade do Servo de Deus Pe. Júlio Maria, rezando e convidando a rezar a Oração pela Beatificação e confiando na intercessão dele.

“Pe. Júlio Maria De Lombaerde, é chegado o momento de glória! O teu nome, para sempre, há de ser relembrado na história!”

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