Com a Igreja subiremos o altar do Senhor

Dedicação do altar do Santuário do Bom Jesus de Manhumirim completa seu primeiro ano.

Equipe de Comunicação SDN

Na liturgia cristã, o altar é o lugar onde se realizam os maiores mistérios da salvação, e o povo santo de Deus oferece seus dons, manifesta seus desejos, eleva suas preces e expressa todos os sentimentos de sua fé e do seu amor para com o Senhor. Por isso reveste-se de grande importância e é tratado com todo o respeito. Aos altares fixos, a Igreja reserva um precioso rito de dedicação para salientar a reverência devida àquele monumento sobre o qual se celebra a Eucaristia.

Nesse sentido, dentro das festividades do encerramento da fase diocesana do Processo de Beatificação do Servo de Deus Pe. Júlio Maria, a Paróquia do Bom Jesus de Manhumirim providenciou a edificação de um altar fixo para o seu Santuário – dentro do qual repousam os restos mortais do grande benfeitor da cidade.

No dia 12 de maio de 2017, uma sexta-feira, grande número de pessoas, entre paroquianos e romeiros, se reuniram para celebrar a importante ocasião. A presidência da celebração coube a Dom Emanuel Messias de Oliveira, Bispo Diocesano de Caratinga. Ao solene hino “Com a Igreja subiremos o altar do Senhor” o cortejo de entrada percorreu o corredor central do Santuário. Destacou-se a entrada das relíquias, conduzidas pelo Pe. José de Paula Neto, SDN. Fizeram-se presentes numerosos padres, seminaristas e irmãs sacramentinas.

Chegando ao presbitério, uma saudação foi dirigida a Dom Emanuel pelo Pároco do Bom Jesus, Pe. Marcos Antônio Alencar Duarte, SDN. Compuseram ainda o presbitério o Superior Geral, Pe. Aureliano de Moura Lima, SDN, e o Pe. Sérgio Venceslau, da Diocese de Sete Lagoas e oficial do Tribunal Canônico do Processo de Beatificação.

Ao início, Dom Emanuel aspergiu água benta sobre o altar e sobre o povo. Tendo todos cantado solenemente o Glória, foi dada a benção sobre o novo ambão (Mesa da Palavra) – e então teve lugar a Liturgia da Palavra. O Evangelho foi proclamado pelo Pe. Antônio Otaviano da Costa Franco, SDN, que trabalhou por muitos anos na região. A seguir, Dom Emanuel proferiu sua homilia na qual destacou a importância do altar para a fé cristã, exortando a todos os fiéis que se ofereçam também como sacrifício vivos e espirituais.

Após a Profissão de Fé, teve lugar o Rito de Dedicação do novo altar. Iniciou-se pelo cântico da Ladainha de Todos os Santos, pedindo a intercessão deles sobre o altar e sobre o povo. Terminado o cântico, as relíquias foram conduzidas ao altar e Dom Emanuel as depositou dentro dele. Foram postas as relíquias de Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, da Beata Dulce dos Pobres e da mártir Beata Albertina Berkenbrock. O nicho, dentro do qual está também a Ata da Dedicação, foi então fechado pelo Pedreiro.

Feita a deposição das relíquias, Dom Emanuel proferiu a solene Prece de Dedicação, que é o ponto fulcral de todo o rito. Ali se pede a Deus que o novo altar seja símbolo de Cristo, mesa festiva, lugar de íntima comunhão, fonte de unidade da Igreja e centro do louvor e da ação de graças da Igreja.

Passou-se então aos ritos complementares, que salientam a dignidade do altar: a unção com o óleo do Crisma, a incensação, o revestimento com as toalhas festivas e a iluminação com as velas. Terminados estes ritos, foram trazidas as oferendas e preparado o altar para a Missa. Antes do rito da Apresentação das Oferendas, estando o pão e o vinho sobre o altar, um gesto singelo e profundo: Dom Emanuel beijou, pela primeira vez, o altar.

A celebração da Eucaristia propriamente dita é o grande momento de todo o rito. No Prefácio, o Bispo lembra ao Pai o sentido do altar, dizendo: “Por isso, o vosso povo ergueu este altar que hoje vos dedicamos com alegria. Este é o verdadeiro lugar alto, onde se oferece sacramentalmente o sacrifício de Cristo, que vos tributa o perfeito louvor e nos comunica a redenção. Aqui é posta mesa do Senhor, na qual os vossos filhos e filhas, nutridos com o Corpo do Cristo, se congregam na Igreja única e santa. Aqui os fiéis bebem o vosso Espírito dos rios que nascem do Cristo, pedra espiritual, que os torna uma oblação santa e um altar vivo.”

Os presentes puderam então participar do Banquete Sagrado, no qual se ofereceu a Comunhão consagrada sobre o novo altar. Feitos os ritos finais da Santa Missa, o Pe. Edmilson José da Silva, SDN, leu o Decreto Episcopal reconhecendo canonicamente o que já era realidade prática: que a Igreja Matriz do Bom Jesus de Manhumirim é verdadeiramente um Santuário Diocesano. Cumpre-se assim, de modo oficial, a profecia do Servo de Deus Pe. Júlio Maria: “A grande e bela Matriz do Bom Jesus há de tornar-se um santuário célebre e o centro de uma grande romaria”.

Fazemos votos de que todos os romeiros que passam pelo Santuário de Manhumirim, berço das Congregações Sacramentinas, possam haurir da mesa da Palavra e do Altar Eucarístico uma abundante e frutuosa vida espiritual.

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