Frutos do Ano Jubilar na Congregação Sacramentina

Pe. Marcos Alencar Duarte - Superior Geral SDN

Ano Jubilar 2025, com o tema: Peregrinos de Esperança e o lema: A Esperança não nos decepciona (Rm 5,5) chegou ao seu término. Começamos este tempo com o apelo do Papa Francisco para vivermos estes dias com a armadura da fé, com a singeleza da caridade e com os pés firmes de esperança.

Alguns gestos, personagens e acontecimentos deste tempo de graça são como que pontos norteadores para nossa caminhada congregacional: A coragem, a força de vontade de corresponder ao chamado de Deus e a sua missão, em meio a saúde fragilizada, foi um testemunho luminoso do Papa Francisco, que falou alto, para todos nós. Era tocante vê-lo naquela cadeira de rodas, ouvir sua voz fraca, sussurrada e fadigada, fruto de sua enfermidade, presidindo as celebrações do Ano Jubilar. Ele não tinha medo de ser visto em suas dores e fragilidades. Era uma forma de comunicar o Evangelho na dimensão do Amor e Sacrifício.

Deste gesto luminoso do Papa Francisco somos convidados a refletir sobre o medo de nos apresentar em nossas vulnerabilidades, sejam elas institucionais ou pessoais. Vale o exemplo do Papa Francisco, conjugada com a expressão de São Paulo: Prefiro orgulhar-me das minhas fraquezas, para que a força de Cristo venha morar em mim. Por isso, me alegro nas fraquezas, nas humilhações, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por causa de Cristo. Pois, quando sou fraco, então sou forte (2Cor 12,9- 10). Façamos de nossa pequenez, fortaleza, compromisso, fidelidade ao carisma sacramentino.

Os sinais de esperança que o Papa Francisco nos confiou neste Ano Jubilar passam pelo apelo à paz em um mundo ferido pela guerra; pela atenção aos privados de liberdade; pelo cuidado com os enfermos; pela valorização dos idosos; pela responsabilidade das famílias na transmissão da vida e na educação dos filhos; pelo acompanhamento próximo dos jovens; pela acolhida aos migrantes, refugiados e deslocados; e pela solidariedade concreta para com os pobres, cuja situação continua sendo uma ferida aberta em nossa sociedade (cf. SNC, 7–15).

Estes sinais de esperança foram vistos por cada um de nós em nossa missão e em nossas ocupações? De que forma fomos colaborando para que estes sinais não fossem apenas miragem, mas um gesto, um compromisso assumido por cada um de nós? Os sinais de esperança ainda continuam à nossa frente como um programa de vida a ser atingido. Vamos em frente com a armadura da fé, a singeleza da caridade e os pés firmes de esperança, colaborar para que os sinais se tornem realidade.

As peregrinações aos lugares santos ou as igrejas jubilares também foram uma boa ocasião para fazermos uma viagem dentro de nós mesmos. Olhando nossa vida, história, escolhas feitas, feridas curadas, cuidando do nosso eu por meio do encontro com a graça de Deus. Conseguimos fazer este exercício espiritual?

Terminado o Ano Jubilar é momento de colher os frutos para continuamos nossa peregrinação. Quanto aos frutos, já mencionamos, eles estão ligados aos oito sinais de esperança. É a partir da prática destes sinais que teremos em nosso grupo congregacional renovação espiritual, conversão verdadeira, frutos de uma vivência, de uma fé enraizada na oração, na busca por Deus e na prática das obras de misericórdia. Ainda: o fortalecimento do senso de pertença ao grupo congregacional e eclesial, reavivando em nosso meio o discipulado, a fraternidade e a missionariedade sacramentina.

Irmãos, tenhamos a coragem de avaliar nossa vivência do Ano Santo: Como religiosos e presbíteros, durante este ano jubilar, procuramos abraçar aquilo que é eterno, aquilo que não passa? Ou ficamos presos aquilo que é passageiro e transitório?

Texto do informativo "Coisa Nossa" n. 263 - jan./fev. 2026 - Publicação dos Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora. 

 

 

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