Seis anos de presença sacramentina em Teresina

Nossa presença em Teresina-PI, foi insistentemente solicitada por Dom Jacinto Furtado, Arcebispo entre 2012 e 2023. Desejava que nossa Congregação trabalhasse nas comunidades o método dos “grupos de reflexão da bíblia”. Método que ele conheceu quando trabalhamos emTamboril, diocese de Crateús-CE.

Nossa missão em Teresina se concretizou em fevereiro de 2020, com a vinda do Pe. Rodrigo Ferreira e do Pe. Geraldo Mayrink. O trabalho se iniciara com vigor e entusiasmo, mas foi assaltado pela pandemia da COVID-19. Pe. Rodrigo e Pe. Geraldo foram presença significativa na vida do povo do Promorar, Paróquia de Santa Luzia, sobretudo dos mais pobres. Até hoje é voz comum o reconhecimento da presença atenta e prestativa dos nossos confrades naqueles tempos difíceis.

Vários confrades passaram por aqui durante esses seis anos. Além dos já mencionados, trabalharam: Pe. Heraldo, Pe. Izaías, Pe. Canuto, Pe. Dionei. Por último viemos nós, Pe. Valdecir e eu. Tentamos ser uma presença eucarístico-mariana. Na vida simples, vivendo o modo de vida do povo. Gente pobre que veio pra cá em busca de sobrevivência.

Uma paróquia muito viva e vibrante, com intensa participação de jovens e crianças. Também há numerosos idosos. Foi animada nos inícios por padres italianos “Fidei Donum” que marcaram a vida do povo pela simplicidade, pelo apoio aos pobres e carentes, pelo empenho numa evangelização marcada pelas comunidades eclesiais de base (CEBs). Uma herança fundante deixada por eles foram os Seis anos de presença sacramentina em Teresina No coração do povo simples, uma Igreja que se fez casa, Palavra e pão partilhado Pe. Aureliano de Moura Lima, SDN “Grupos de Evangelho”. Em nosso trabalho nos valemos dessa experiência para transformá-los em grupos de reflexão. Assim temos 58 grupos espalhados pela paróquia que se reúnem semanalmente em torno da Palavra de Deus. Pelo contingente de moradores e de fiéis, pode parecer pouco, mas no mundo em que vivemos, faz a diferença termos em torno de 400 fiéis paroquianos rezando e refletindo, semanalmente, a Palavra de Deus e temas propostos pela Igreja.

Outra marca significativa é a Rede Solidária. Uma organização paroquial que cuida dos pobres e do meio ambiente. Mais de oitenta famílias assistidas com cestas básicas e visitas periódicas de irmãos e irmãs. Resíduos sólidos recolhidos, separados e vendidos para preservar a Casa Comum e angariar recursos para aquisição das cestas básicas. Bazar solidário em favor da mesma causa. Mobilização de profissionais solidários (advogados, pedreiros, psicólogos etc) para socorrer as famílias nas suas várias necessidades.

Enfim, nossa presença junto às famílias e nas comunidades pelas celebrações, formação pastoral, visitas solidárias e missionárias, atuação junto aos órgãos públicos para que a comunidade seja bem atendida nas suas necessidades. Lançamos a semente. Recebemos também as marcas da cultura e religiosidade do povo piauiense. Tentamos “descer” em atitude kenótica, no encalço do Cristo, o Missionário do Pai: “Tende em vós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus: Ele tinha a condição divina... esvaziou-se a si mesmo, e assumiu a condição de servo, tomando a semelhança humana” (Fl 2,5-7).

 

 

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